sexta-feira, 22 de maio de 2015

Referencial teórico relativo ao Plano de Intervenção da EMEF "Prof. Abimael Carlos de Campos"

1.  PRESSUPOSTOS TEÓRICOS DO PROJETO DE INTERVENÇÃO DA ESCOLA

A escola representa o local estabelecido para socializar o saber. Isso implica no entendimento de que é o lugar onde é difundido o conhecimento que a sociedade estima necessário para transformar a realidade.
Sob essa perspectiva entende-se que é o lugar onde a representatividade social precisa estar presente para que seus ideais sejam refletidos nos processos que são desencadeados pela Instituição.
Para entendermos melhor acerca do processo histórico e social que define a importância da temática deste trabalho e para tratar da importância da participação social abordaremos neste capítulo, inicialmente, sobre o processo de democratização da educação no Brasil e a importância dos Conselhos vinculados a Educação. Em seguida será tratado das práticas de gestão escolar democrática no Planejamento Educacional para a definição de caminhos que primem pela melhoria da qualidade de ensino e, por fim, da família como representatividade social fundamental para a melhoria da qualidade do processo educativo, foco central das atividades desenvolvidas por meio desse estudo.

1.1 O processo de democratização da educação no Brasil e os Conselhos vinculados a Educação

Nas lutas políticas pela democratização da sociedade vividas no Brasil, a reivindicação de ampliação de espaços institucionais de participação e deliberação junto aos órgãos governamentais tem um significado histórico relevante.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) estabeleceu nas instituições públicas de educação básica os conselhos escolares, com representação da comunidade. Essa forma de participação reforça os interesses coletivos da ação pública e constitui mecanismo político de superação da centralidade do poder instituído nas escolas. A implementação dos conselhos escolares permite que diferentes setores da sociedade possam contribuir e participar da gestão da escola de forma democrática e institucionalizada, na medida em que reúne diretores, professores, funcionários, estudantes, pais e outros representantes da comunidade para discutir, definir e acompanhar condições para a melhoria da qualidade de ensino.
Desse modo, pensar essa participação como uma realidade, implica o repensar de uma cultura escolar e local, onde processos geralmente baseados em ideias burocráticas e hierárquicas sejam superados por condições favoráveis para que a participação efetiva, sendo muitas vezes necessário reaprender e reinventar esse processo, para que colabore na construção de uma cidadania emancipadora e que precisa ser construído coletivamente.

Não se pode tornar o indivíduo absoluto e fazer dele o fim supremo deste circuito; (...)a sociedade vive para o indivíduo, que vive para a sociedade e a sociedade e o indivíduo vivem para a espécie. Cada um desses termos é ao mesmo tempo, meio e fim. É a cultura e a sociedade que garantem a realização dos indivíduos, e são as interações entre indivíduos que permitem a perpetuação da cultura e a auto-organização da sociedade. Assim, verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana. (MORIN, 2011, p.54-55)

Na atuação consistente do processo educativo, é esse circuito que deve ser exercitado e incorporado, permitindo ao indivíduo sentir-se membro de um organismo e conscientizar-se de que os interesses são, na verdade, coletivos. Dessa forma, compreender melhor o funcionamento da escola, conhecer com mais profundidade as funções e papéis dos que dela fazem parte, intensifica seu envolvimento e melhora seu acompanhamento e participação corresponsável do processo educativo ofertado.
Ao retomarmos a história da educação no Brasil percebemos que o período de ditadura militar contou com mais de vinte anos de autoritarismo deixando rastros nas práticas sociais e educacionais atuais.

O golpe de 1964 trouxe consigo a interrupção do desenvolvimento de muitas promessas de democratização social e política em gestação, inclusive da educação escolar e popular no Brasil. O regime militar, por sua forma política de se instalar e de ser, acabou por instaurar, dentro do campo educacional, comandos autoritários de mandamentos legais, os quais, por sua vez, se baseavam mais no direito da forca do que na forca do direito. O temor, a obediência e o dever suplantaram o respeito, o diálogo e o direito (CURY, 2005, p. 15).


É no ano de 1988 com a Nova Constituição Federal que percebemos a busca por uma reforma nas práticas de gestão, e temos na Carta Magna um perfil de essência democrática, numa evidente ação para modificar as práticas gestoras implantadas nos anos da ditadura militar em que o povo não tinha o direito de participar e intervir nos processos decisórios que influenciavam os rumos da sociedade, nascendo as bases legais para a legitimação de uma gestão definida com princípios de participação, autonomia e pautada na democracia.
            Analisando a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, bem como a Lei nº 13.005 de 2014, que implementa o Plano Nacional de Educação, temos então a determinação da implementação de atividades gestoras caracterizadas pelo trabalho coletivo, com o envolvimento de todos os segmentos da sociedade, objetivando a conquista da autonomia. Cria-se por meio destas legislações estratégias que visam fortalecer a efetiva participação de todos os atores nos processos decisórios que têm caráter de interesse público.
            O texto constitucional de 1998, junto a outros princípios inseridos no artigo 206, inova ao incluir dentre seus princípios a “gestão democrática do ensino público” (BRASIL, 1988), possibilitando e dando espaço para a institucionalização de mecanismos de participação na gestão dos sistemas educacionais e das escolas. Ela declara que o Brasil é um Estado Democrático de Direito que tem dentre seus fundamentos a cidadania (art. 1º, II). O seu texto também discorre em relação à gestão pública o que chama de direito à participação, a ser regulamentado através de lei (Art. 37. §3º).
            Os Conselhos vinculados à educação são uma das mais importantes formas de materialização desse princípio. Têm diferentes formas e finalidades, bem como indicadores participativos populares e abrangem os de Educação (que são de regulamentação dos sistemas), os Escolares (que são gestores de equipamentos) e os Conselhos do FUNDEB e Alimentação (que são fiscalizadores, vinculados a programas do governo). Por poder ser de diferentes formas podem também apresentar debilidades, mas são fundamentais para o acompanhamento e controle social das políticas públicas voltadas à educação, sendo um meio de manifesto democrático da sociedade.
            É evidente a importância dos Conselhos vinculados à Educação para com o zelo pela qualidade e correta aplicação dos recursos públicos, deixando claro que estamos caminhando num rumo positivo em busca da efetivação da gestão democrática. No entanto alguns entraves têm ocorrido, como pode ser observado em eleições para formação de Conselho de Escola ou outros Conselhos Escolares: para a eleição dos pares há pouco interesse dos vários segmentos, sendo até mesmo necessário muito incentivo no ato dos convites para as reuniões de eleição; preocupa-nos as condições para que os conselhos atuem plenamente (tempo disponível para participação das reuniões, possibilidade de realizar com sucesso suas incumbências; se de fato desejam exercer tal função, e ainda, se estão preparados para tal exercício).
Por tudo isso temos muito que galgar neste quesito, não bastando a existência desses órgãos, mas que funcionem com eficiência.
Para se converter em mecanismo de tomada de atitudes frente às dificuldades do processo social, é preciso reconhecer seu papel transformador e se posicionar como tal, de modo que os representantes estejam cientes da importância de suas atuações, através não só da gestão democrática, mas da gestão da gestão democrática, através de debates, palestras, mesas redondas e outras ações conscientizadoras.
Embasada nesses pressupostos acerca da importância da gestão democrática e da atuação dos Conselhos é que a escola precisa atuar. Se por um lado enfrenta-se dificuldades como as apontadas anteriormente, por outro é também tarefa da escola promover ações que busquem transformar esta realidade através de um processo de planejamento eficaz.
Entender que todos são corresponsáveis pela realidade e pela transformação da mesma é o ponto de partida desse trabalho e para tanto a avaliação institucional como parte integrante do processo de planejamento pode ser geradora de um rico processo de debate, formação e estabelecimento de estratégias de melhorias em termos de realidade educativa, social e política.

1.2. As práticas de gestão escolar no Planejamento Educacional

O principal foco de um planejamento está na realidade na qual a escola está inserida. Desse modo é de suma importância o conhecimento e o diagnóstico das possibilidades que a comunidade local dispõe, para que o processo de planejamento e os resultados que se esperam alcançar estejam condizentes com as demandas que existem na sociedade. Para tanto, o envolvimento e participação de todos é fundamental.

Há três grandes momentos no processo de planejamento educacional, que incluem a realização de planos, a execução das ações e a avaliação do processo e resultados. Um planejamento exige o estabelecimento de um diagnóstico da realidade a que se destina [...] (BRUEL, 2010, pg.45)

Assim, entende-se que o planejamento precisa ser participativo, pois este tem como objetivo principal orientar a escola na definição do caminho que pretende tomar, indicando as ações necessárias de serem contempladas buscando atingir as metas de transformações apontadas.
Monteiro (2009, pg.1ª) ao tratar do planejamento da educação na esfera das redes de ensino afirma:

O planejamento da educação na esfera das redes de ensino é o instrumento que possibilita a disseminação das políticas educacionais entre os gestores, coordenadores pedagógicos e professores. Esse é o primeiro passo para que as políticas nacionais, estaduais ou municipais sejam incorporadas ao cotidiano escolar.

Sob esta perspectiva Monteiro (2009, pg. 3b) ainda nos coloca que:

No momento de a escola planejar, as orientações obtidas pelos gestores nas reuniões gerais da rede são essenciais. Elas devem ser compartilhadas com a equipe, que tem ainda de resolver outras questões que dizem respeito somente à escola, como a grade horária das disciplinas, a divisão das turmas e o calendário de atividades do ano.

Nota-se, portanto, a importância da integração dos processos, através da realização de encontros que tratam das atividades internas da Unidade Escolar, que conte com a colaboração de agentes desta comunidade, mas também de reuniões realizadas em esfera da rede e do município na qual a escola encontra-se inserida, para que se torne possível compartilhar experiências e propor soluções para as problemáticas diagnosticadas. Isso significa que as ações que serão planejadas e executadas precisam ser coerentes entre si, bem como serem coerentes com a realidade social.
 O planejamento da gestão e a elaboração dos Planos de ação precisa acontecer a partir do diagnóstico estabelecido e prioridades levantadas, procurando a participação de todos os representantes da comunidade escolar. Muitas vezes as metas apontadas pela escola traduzem, em outras palavras, as expectativas e metas apontadas pelos Plano Nacional e Municipal de Educação, como alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade[1], obter melhorias nas notas do IDEB[2], reduzir em 50% as taxas de repetência e evasão, regularizando o fluxo escolar por meio de programas especiais de aprendizagem e recuperação[3], como é o caso da EMEF “Prof. Abimael Carlos de Campos”, pois temos na Proposta Pedagógica da Unidade Escolar metas como: aumento das taxas de rendimento;  maior aproveitamento dos espaços externos a fim de maior significação dos conteúdos curriculares à realidade da criança; envolvimento dos diversos núcleos para melhoria da gestão; envolvimento e interação da comunidade, com vistas a uma participação ativa; melhorar as condições do prédio escolar e dos recursos materiais disponibilizados; formar leitores dando condições à criança de saber ler, interpretar, analisar e criticar “todos” os tipos de textos que há em nosso convívio social; dominar os conteúdos básicos programáticos; formar cidadãos críticos e conscientes.
Todas essas metas implicam o objetivo maior da Proposta pedagógica da escola que é a melhoria da qualidade do ensino e para colaborar com o alcance dessas metas o planejamento da gestão da Unidade Escolar precisa então contar com a elaboração, implementação e avaliação participativa, de planos de ação.

Resultante do processo de planejamento surge a necessidade da formulação de um plano. O plano é um instrumento que mostra qual foi o propósito estabelecido pelo planejamento, ele permite programar as atividades e ações para realizar os objetivos estabelecidos no planejamento. (KOETZ, 2009, pg.72)

Se não houver um plano específico, as ações necessárias tornam-se soltas no espaço e no tempo, pois precisam ser direcionadas para que sua realização possa contribuir para alcançar os objetivos esperados, sendo um documento norteador das atividades pertinentes e das ações de cada sujeito envolvido no processo educativo.
Algumas das ações previstas no plano da EMEF Prof. Abimael Carlos de Campos que colaboram efetivamente com o alcance das metas dos Planos Nacional e Municipal de Educação são: definir as expectativas de aprendizagem determinantes para o sucesso escolar em cada ano/série ao longo de cada etapa de ensino por meio do estudo, reflexão e elaboração conjunta da comunidade escolar; bimestralmente premiar as turmas com melhores desempenhos; informar à comunidade escolar, por meio de mural informativo e reuniões de pais periódicas, os resultados e o desempenho da escola nas avaliações; através de reuniões, manter contato direto e transparente com a comunidade, construindo um relacionamento harmonioso de forma que os pais percebam a importância de sua participação para a concretização de uma escola de qualidade (a qual como veremos posteriormente será considerada pela comunidade escolar como de maior relevância para melhoria da realidade apresentada na escola); implantação e utilização da biblioteca (estímulo à leitura) e do laboratório e outras tecnologias da informação (descobertas científicas); avaliar e controlar a qualidade do ensino-aprendizagem.
Todas essas ações implicam diretamente e estão inter-relacionadas como estratégias que colaboram para o alcance de metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) e Plano Municipal de Educação de Votorantim, como a alfabetização de todos os alunos até, no máximo, os oito anos de idade, melhoria na nota do IDEB e redução nas taxas de repetência e evasão, regularizando o fluxo escolar.
O que se pôde concluir é que um grupo de ações se relaciona entre si e favorece o alcance de metas distintas, pois uma mesma ação está intrinsecamente ligada a mais de uma variante que inevitavelmente influenciará os resultados de mais de uma meta específica.
Isso porque quando falamos, por exemplo, em evasão, faríamos referência não apenas ao controle de frequência, mas também às atividades que estão sendo propostas aos alunos, consequentemente as metodologias das atividades propostas influenciam positiva ou negativamente o desempenho escolar e assim a nota do IDEB e a taxa de alfabetização.
O importante é que se tenha claro as metas e que se trace caminhos determinantes para alcança-las, tendo plena consciência de suas diferentes influências.
Na nossa rede de ensino de Votorantim percebemos algumas iniciativas em que se prioriza a participação dos diferentes atores da sociedade, mas ainda temos grandes dificuldades em alcançar metas nacionais e mesmo municipais, apesar dos diálogos que acontecem nas reuniões entre os gestores de escolas e da rede municipal. Enfrentamos nas nossas Unidades Escolares problemas relacionados a infraestrutura, informatização do conhecimento, manutenção, assistência à saúde e outros e estas, como já citado anteriormente, também trazem influencias negativas nos resultados que se esperam alcançar.
O setor da educação no Brasil encontra as mesmas dificuldades vivenciadas pelos demais setores importantes para a sociedade, de modo geral. Há falta de recursos públicos que garantam o suprimento de toda a demanda das necessidades sociais, de uma sociedade que clama por uma educação de qualidade. Por isso, mobilizar todos os sujeitos é também tarefa da escola e fator predominante para a concretização de metas e ações relevantes.
A atual realidade social implica uma participação cada vez maior de cada cidadão, seja esta uma área de interesse social ou de interesse coletivo. Esta participação precisa se dar tanto nas atividades escolares quanto na participação em audiências públicas, pois nestas ocasiões são debatidos temas pertinentes a todas as áreas, não exclusivamente a educação. Se trata de exercício pleno de cidadania, na busca pelos direitos garantidos a todos, pela Constituição Federal.
Um planejamento da gestão, pautado no princípio democrático, é, por fim, a garantia de que a busca pela educação de qualidade será incessante e que contará com a participação de todos.

1.3 A família e sua importância no processo educativo

Na EMEF Prof. Abimael Carlos de Campos por meio de reunião com o coletivo escolar para tratar da forma de gestão da escola foi possível formar importantes considerações.
A escola sempre procura aproximar os pais e a Comunidade Escolar através dos momentos destinados a avaliação do PPP, da elaboração do Plano de Ação e do Plano de Trabalho da APM, buscando planejar e organizar sistematicamente as principais atividades previstas para o ano letivo. Nos  HTPCs é feito uma avaliação dos Projetos Pedagógicos que ocorreram na Unidade Escolar no ano anterior, buscando responder questões do gênero: atingiu os objetivos esperados? Resolveu uma determinada problemática? Será necessário adequá-lo fazendo alterações? Irá permanecer para o próximo ano? Quais ações que serão necessárias? Quais recursos deverão ser mobilizados? Com esses momentos a escola vem organizando suas atividades, discutindo sua realidade e procurando sanar problemáticas existentes, além é claro de estabelecer uma busca constante pela melhoria da qualidade de ensino ofertada.
Abrindo ainda um parágrafo para tratar da participação que os representantes de pais exercem na tomada de decisões pode esta ser considerada como não plenamente satisfatória, pela pouca frequência e pouca interação nos momentos das reuniões, inclusive nas de pais e mestres cuja presença é fundamental para que a escola procure abordar temáticas importantes e de formação a fim de estabelecer uma relação de parceria e de conscientização acerca de procedimentos e atitudes favoráveis ao processo de desenvolvimento da criança.
Ao analisarmos a realidade escolar vemos as dificuldades e empecilhos colocados pelas famílias que não se fazem presentes na escola, pouco participam das atividades que acontecem na instituição e não se sentem capazes de colaborar com o que a escola espera delas. Grande parte afirma que têm dificuldades em auxiliar nas tarefas escolares por motivos como pouco estudo, relacionamento com a criança que já não os respeita, trabalho e outros.
            Ainda de forma geral, percebemos nas escolas que problemas como a violência, problemas de conivência familiar, abandono, abuso e falta de limites, carinho e compreensão coloca educadores frente a uma realidade complexa, que torna difícil uma ação que possa reduzir o problema.
            Situações como esta possibilitam um repensar quanto ao modo de aproximação da escola com a família, enfrentando a realidade que acaba se estabelecendo que é o desânimo e a desistência em promover ações que estimulem uma maior participação deste segmento.
            A dinâmica de reforço e apoio ao trabalho do professor encontra-se deficitária. Assim a escola precisa encontrar propostas de soluções que aponte caminhos para que essa família colabore no processo ensino-aprendizagem e faça parte efetivamente da comunidade escolar.
            Na medida em que se espera que toda a comunidade escolar trabalhe em prol da formação do aluno, estimulando e criando ambientes saudáveis para que ela se desenvolva satisfatoriamente, cabe à escola também apoiar e orientar os pais nesta busca.

Assim, a escola que toma como objeto de preocupação levar o aluno a querer aprender precisa ter presente a continuidade entre a educação familiar e a escolar, buscando formas de conseguir a adesão da família para sua tarefa de desenvolver nos educandos atitudes positivas e duradouras com relação ao aprender e ao estudar. Grande parte do trabalho do professor é facilitada quando o estudante já vem para a escola predisposto para o estudo e quando, em casa, ele dispõe de companhia de quem, convencido da importância da escolaridade, o estimule a esforçar-se ao máximo para aprender (PARO, 1999, p.3).

Contar com uma participação ativa dos responsáveis nas atividades escolares traz inúmeros benefícios ao aluno, dentre muitos poderiam ser citados: a criança sentir que sua vida escolar interessa aos pais; que ela é extremamente importante e que é muito querida por eles; interferência positiva no desempenho do aluno pois influencia as ações dos professores já que traz informações extremamente relevantes e que precisam ser consideradas no planejamento das atividades e das aulas; colaboração com o rendimento do aluno e seu sucesso escolar através do incentivo as tarefas de casa e o assistir dessas atividades, melhora no estabelecimento de regras e limites, na educação democrática e cidadã em sociedade, além de muitas outras.

REFERÊNCIAS

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[1] Meta 5 prevista no Plano Nacional de Educação 2011/2020.
[2] Está diretamente ligada a Meta 7 do Plano Nacional de Educação2011/2020 que prevê aumento nas médias nacionais do IDEB
[3] Meta prevista no item 5.4 do Plano Municipal de Educação de Votorantim 2003/2013.

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