O PROJETO DE INTERVENÇÃO E SEU
RESULTADO PARA A UNIDADE ESCOLAR
A ação educativa pode ser entendida como um processo complexo
que nos acompanha ao longo da vida.
A realidade
das escolas coloca como desafio a adoção da prática gestora que tenha como princípios
norteadores a ação democrática, coletiva e participativa a serviço de metas
educacionais que traduzam expectativas da comunidade, democratizando o saber e
fazendo dele uma bússola capaz de nortear tomadas de decisão.
A
proximidade entre a escola e a comunidade constitui-se em um fator predominante
para o processo de ensino e aprendizagem de qualidade. Participar do que se
passa na escola, quanto aos seus propósitos, planejamento, metas e ações que
serão desencadeadas, requer acesso à informação e diálogo.
Frente
a este cenário a gestão precisa buscar meios de ir ao encontro dessa
comunidade.
Ao longo do curso de
especialização em gestão escolar e atuando como diretora na EMEF Prof. Abimael
Carlos de Campos foi possível, através de um processo sistemático e contínuo,
compreender melhor a importância da participação dos diversos atores da
comunidade escolar na gestão da Instituição, que demandou o planejamento e
realização de diversas reuniões coletivas, a busca pela maior participação do
Conselho de Escola, a pesquisa de dados referentes ao município, ao bairro e a
própria Unidade Escolar, permitindo um olhar mais amplo e consistente como
subsídio para o planejamento, definição de prioridades que foram consideradas
mais relevantes para a melhoria da qualidade do ensino e elaboração de ações
que tivessem como objetivo o alcance da meta estabelecida pela comunidade.
Em seguida foi elaborado
o Plano de Intervenção cujos objetivos traduziam essencialmente a expectativa
de melhorar a participação dos pais nas atividades escolares, como reuniões e
acompanhamento das ações educativas, a fim de estabelecer uma parceria
fundamental para a qualidade do ensino, que se pautou pelo cronograma abaixo:
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ATIVIDADES
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2014
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2015
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MÊS
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MÊS
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Ago
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Set.
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Out.
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Nov
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Dez.
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Fev.
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Mar.
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Abr.
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Mai.
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Jun.
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Jul.
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Leituras
e estudos para início das ações
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X
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X
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Escolha
do Plano de Intervenção
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X
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X
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Caracterização
do município e do bairro
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X
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Caracterização
da Unidade Escolar
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X
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Definição
das prioridades da escola
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Definição
dos objetivos e metas
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X
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Discussão
e elaboração do plano de intervenção
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X
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Execução
das ações previstas no plano de ação do Plano de intervenção
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X
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X
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Avaliação
da comunidade sobre o processo de aplicação do projeto
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X
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Análise
crítica da experiência de elaboração do Plano de Intervenção vivida pela
unidade escolar com registros das considerações
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X
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X
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Avaliação
dos reflexos que o Projeto teve na realidade da escola pela comunidade
escolar.
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X
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X
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X
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Percebemos
vários desafios que precisaram ser superados. A deliberação e discussão acerca
das estratégias que seriam desencadeados geravam conflitos sob pontos de vistas
específicos e para tanto foi preciso muito diálogo para se chegar a um
consenso, o que é característico da gestão democrática, mas que traduziu ao
final o respeito pelas decisões tomadas e o compromisso de cada um pela
realização das tarefas necessárias.
A
primeira ação, para atender a necessidade e ponto de vista da maioria dos pais,
para definir o melhor dia e horário para a realização de atividades escolares
que demandavam a participação desses responsáveis, foi a pesquisa junto aos
mesmos, sob a responsabilidade de organização da direção, contando ainda com a
colaboração dos professores e funcionários para a distribuição e coleta dos
dados, que após contabilizado mostrou que de 305 matrículas de alunos houve a
participação de 177 respectivos responsáveis, na seguinte conformidade:
Após os resultados apresentados
aconteceram reuniões junto a equipe de professores e funcionários para a
organização da estrutura e pauta das referidas atividades que seriam
contempladas no dia apontado como de preferência dos pais. Tal processo exigiu
muito cuidado para que as demandas dos diferentes sujeitos envolvidos fossem
atendidas e, para tanto, foi preciso considerar questões como: Como serão
ofertados o lanche aos alunos? Em que momento o professor irá preparar a sala e
organizar as crianças para a apresentação em homenagem as mães? Onde estas
acontecerão? Como serão organizados os alunos no momento da reunião de pais?
Quem ficará responsável por atendê-los? Em que período serão distribuídos os
comunicados formativos? Como serão coletados os alimentos para o sorteio de
cestas? Durante qual período o banner ficará exposto no externo do prédio
escolar? Qual será a mensagem de áudio que será utilizada nas caixas de som na
entrada e saída de alunos para divulgação da reunião? Quais os materiais que
serão utilizados para a realização do momento formativo da reunião de pais?
entre outras, que, após discutidas e organizadas, ficaram estabelecidas
conforme mostra a pauta abaixo:
PAUTA REUNIÃO COM PROFESSORES E
FUNCIONÁRIOS
27 de abril de 2015.
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Após pesquisa junto aos pais, reunião de pais e apresentação em homenagem às
mães será dia 07/05/2015: Manhã das 08:00h às 10:30h e tarde das 14:00h às
16:30h. Alunos entram com os pais;
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Professores entram em horário normal para o preparo da sala de aula (é
importante uma recepção acolhedora, sugerimos a pauta na lousa ou impressa aos
pais bem como materiais e trabalhos dos alunos organizados para amostra/fotos);
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CRONOGRAMA
DAS ATIVIDADES
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27/04
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28/04
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29/04
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30/04
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04/05
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05/05
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06/06
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07/07
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Entrega do bilhete informativo com a
data e horário da reunião e pedido de alimentos
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Recebimento das doações de alimentos
(após recolher diariamente dos alunos pedir ajuda para inspetor retirar da
sala de aula)
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Envio de textos conscientizadores com
lembretes do dia e hora da reunião
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Banner ficará exposto no alambrado da
escola
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Caixa de som na saída dos alunos do
período da manhã e entrada dos alunos do período da tarde
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x
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REUNIÃO DE PAIS/APRESENTAÇÃO EM
HOMENAGEM ÀS MÃES
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x
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PAUTA
REUNIÃO DE PAIS E HOMENAGEM ÀS MÃES
DIREÇÃO:
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Acolhida pela direção no pátio às 08:00/14:00 (professores aguardam na sala
onde será pedido aos pais para levarem os alunos e vão preparando-os para
apresentação) – 0,05’
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Abertura com mensagem: “Pais Maus” - 0,05’
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Tratando um pouco sobre a importância da parceria escola x família associando à
dinâmica “abrindo a bala com uma só mão” – 0,05’
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Vídeo de Mário Sérgio Cortella “Escola e Família” (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=dfkb6H8qUsg)
- 0,04’
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Refletindo um pouco sobre o que podemos considerar a respeito da importância da
família na educação das crianças – 0,05’
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Sorteio da cesta de alimentos – 0,05’
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Agradecimentos e início das apresentações – APROX. 0,50’:
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Reunião nas salas com os professores– 1h
(Organização
dos alunos conforme abaixo, ao final da apresentação professor leva os alunos
até o respectivo local e ao final da reunião pedir ao pai que vá buscar o
aluno) O lanche é servido aos alunos neste momento nos ambientes em questão.
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MANHÃ
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TARDE
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3º A E 3º B – VÍDEO com INSPETORA ILMA
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1º A E 1º B – VÍDEO com INSPETORA ILMA
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4º A E 4º B – SALA DE INOFORMÁTICA com
INSPETORA MARLENE
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2º A E 2º B – SALA DE INFORMÁTICA com
INSPETORA MARLENE
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5º A E 5º B – QUADRA com INSPETOR ACÁCIO
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2º C – QUADRA com INSPETOR ACÁCIO
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5º C – BIBLIOTECA com PROFESSORA SANDRA
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PROFESSOR:
Acolhida/apresentação da professora;
Regras/Orientações escolares;
Assuntos pontuais de cada turma;
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Uso do banheiro e bebedouro
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Organização do material escolar dos alunos? (Quantos cadernos? Para quais
disciplinas? O que é preciso haver diariamente na mochila?)
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Periodicidade das tarefas de casa. Como são corrigidas. (Abordando como o pai
pode ajudar)
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Formas de comunicação do professor com o responsável
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Esclarecimentos sobre as correções das atividades pelo professor
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Previsão de projetos e atividades futuras
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Esclarecimentos sobre as atividades e o atendimento aos alunos com menor
rendimento
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Apresentação das menções e registros individuais.
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Avaliação dos pais quanto a reunião (cafezinho a disposição)
Todas as atividades aconteceram conforme o
programado e foram elogiadas e bem avaliadas pelos pais/responsáveis, como
podemos perceber por alguns registros coletados, como mostra a seguir:
Realizada a tabulação da frequência apresentada
percebemos o seguinte:
Ao
analisarmos esses dados notamos um aumento de 34% no índice de participação,
comparativo entre as reuniões realizadas no ano de 2014 e esta referente ao 1º
bimestre do ano de 2015, que é resultado do projeto de intervenção aplicado na
Unidade Escolar. Isso traduz que a meta de elevar essa participação em 20% foi superada. Em avaliação junto a comunidade
acredita-se que todas as ações desenvolvidas contribuíram para este resultado
mas que acreditamos que o fator mais relevante foi a realização de apresentação
dos alunos na mesma ocasião da reunião de
pais, principalmente por tratar-se de uma data especial para as mães.
Após esta
ocasião a escola conseguiu firmar parceria com mãe de aluno que já está
atendendo, sem custo, alunos e pais que concordam com essa ajuda, por meio da
psicanálise.
Nas próximas atividades pretendemos seguir essa estrutura de
organização onde momentos formativos possam abrir a reunião, com intuito de
proporcionar a crescente conscientização sobre como cada um pode e deve atuar
para a educação das crianças e qual a importância do nosso papel na construção
da sociedade que se almeja, primando sempre pelo compartilhamento das decisões
e consolidando os princípios da gestão democrática.
A EXPERIÊNCIA COM O CURSO,
EM TERMOS DE APRENDIZADO PROFISSIONAL
Estar atualizado profissionalmente e
desenvolver práticas gestoras mais eficazes são os maiores desafios do diretor
de escola. A conclusão do curso de licenciatura é apenas uma etapa e esse
processo de formação precisa ser continuado, frente as mudanças e as demandas
sociais.
O
curso de gestão escolar trouxe à tona concepções e modelos de gestão
inovadores, visto que muitas escolas ainda ficam fechadas em si mesmas e
apresentam incapacidades de colocar em prática os princípios constitucionais e
legais que pautam sobre a importância de uma gestão compartilhada e
participativa.
Participando
do curso de especialização em gestão escolar através do Programa Escola de
Gestores pude gradativamente perceber a importância de se combater a mera
reprodução de práticas sem espírito crítico ou esforço coletivo de mudança.
Percebi ainda que esse esforço coletivo de mudança precisa, antes de mais nada
partir de uma iniciativa pessoal do diretor em promover ações que possam fazer
da escola um lugar de crescimento permanente e, para tanto, faz-se necessário
mudar as práticas institucionais centralizadoras do poder. A partir do processo
de reflexão desencadeado por meio das atividades propostas pelo curso passei a
ver a escola não somente como o lugar onde administramos, mas onde aprendemos a
administrar, e que esse aprendizado só acontece por meio da partilha entre os
diferentes sujeitos que compõem a comunidade escolar.
É
na escola, em conversa coletiva, na concentricidade dos problemas vivenciados
que acontece a formação e a proposta de formação do curso não se limita a
estudos teóricos, mas valoriza principalmente a implementação de ações que
contribuam com a melhoria da realidade escolar por meio dos princípios da gestão
democrática.
Ao
longo do período e com a realização das atividades propostas pudemos partilhar
informações, trocar experiências, discutir pontos de vistas, priorizar
problemas e unir esforços para traçar e implementar planos de trabalho que
objetivou o alcance de metas que traduziam expectativas coletivas e por isso,
políticas além de pedagógicas.
A
demanda do tempo para estudos, planejamentos e realização das reuniões frente a
rotina diária da escola foi o aspecto que mais dificultou a realização das tarefas.
Houve períodos em que a escola estava atribulada de afazeres, como no final de
ano, e o curso pedia o envio de atividades muito próximas e/ou concomitantes
umas das outras, atividades essas que precisavam de pesquisas, levantamento de
informações, realização de reuniões com o Conselho de Escola e acabou por
“afogar” e sobrecarregar o diretor de tarefas, bem como por atrasar o envio das
mesmas, mas afora essa questão só trouxe contribuições positivas para a
melhoria da gestão escolar e da construção da qualidade do ensino, pois todo o
conteúdo do curso teve eficácia, levando em conta que primou sempre por
inserir-se na dinâmica pessoal do ofício do gestor articulando-se com seu
processo de desenvolvimento.
Em
outras palavras, pude iniciar (pois entendo que é um processo que não é finito,
mas sempre contínuo), uma ação gestora que enxerga que a qualidade do ensino
está associada a culturas de cooperação e responsabilidades coletivas. Trata-se
da existência de espaços de partilha e de intervenção para mudança qualitativa
das realidades observadas que são decisivos para consolidar a existência de
movimentos sociais, políticos e pedagógicos que facilitem a vivência de ações
capazes de alcançar objetivos comuns.



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